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domingo, 24 de outubro de 2010

PEDAL CURTICEIRA de SÁBADO – 24/10/2010 – Como foi...




Família Curticeira.


O pedal que fizemos neste último sábado (23/10/2010) possibilitou uma incrível integração e enriquecimento pessoal, além de fazer o pessoal pedalar 34km até o bairro Laranjal, passando por alguns locais de notável beleza.

Saímos do nosso tradicional ponto de encontro em torno das 16:20. Um pouco do atraso teve um bom motivo. A equipe do Diário Popular esteve presente em nossa partida, representada pela jornalista Luísa Roig e pelo fotógrafo Felipe Nyland. Fotos estas que ilustrarão uma matéria a ser publicada no DP em breve.



O passeio percorreu as ruas Sta. Cruz, Alm. Barroso, Av. Domingos de Almeida (onde “arrecadamos” mais um casal de ciclistas novos no grupo que iam ao nosso encontro), R. Cdor. Rafael Mazza, Av. Adolfo Fetter até entrar pela R. Gal. José Artigas e visitar o ecossistema de restinga do “Las Acácias” e visualizar suas famosas dunas.






Este momento foi especial em razão da breve discussão que se fez a respeito da preservação das dunas. Tiago, mais um dos quatro novos membro do grupo que curtiu conosco, indagou sobre a prática de esportes (sandboard e trilhas de moto e jipe) nas dunas ao observar a placa de alerta sobre a Lei nº 9.605/98 que considera crime o ato de transitar sobre as dunas e trilhas próximas sob pena de flagrante, apreensão do veículo, multa e detenção em razão de representar um forte impacto sobre a área de Reserva Ambiental que serve de importante corredor ecológico para os animais presentes neste ecossistema, bem como prejudica o desenvolvimento de plantas rasteiras que auxiliam a fixação das dunas no local. As observações do biólogo Hélio Brettas foram de riquíssimo proveito e conscientização de todos.





Após esta breve parada, retornamos à Av. Adolfo Fetter até a rua que dá acesso ao Mosteiro das Carmelitas que muitos “curticeiros” ainda não conheciam. Um pouco de esforço pra pedalar sobre a areia solta e já alcançamos a beira da Lagoa dos Patos e pela Av. Arthur Augusto Assumpção fomos até o trapiche onde nos reagrupamos para apreciar o visual e registrar um pouco do passeio. Coincidentemente, a alma caridosa que gentilmente nos fotografou também curte umas pedaladas pela região e possivelmente acompanhará os próximos pedais do grupo. Ao sentir as boas vibrações e o astral dos “curticeiros” é improvável que não haja empatia.
















Todos devidamente hidratados, descansados e ansiosos por mais alguns quilômetros de pedal nos “tocamos” em direção ao centro. Os ciclistas que demonstravam maior dificuldade em acompanhar recebiam uma “forcinha” da galera e logo alcançavam os demais. Uma ligeira passada na Av. Dom Joaquim, utilizando suas ciclovias e também as da R. Andrade Neves e retornamos felizes e contentes por mais um pedal de sábado de absoluto sucesso!!!

Enfim, é notável o sucesso deste grupo e o segredo disso tudo tem sido a parceria e a forma descontraída com que se desenvolvem nossas empreitadas. Sendo que os pedais das terças-feiras e sábados tem sido ótimos treinos para iniciantes no mundo das duas rodas de tração humana. Alguns participantes já estão adquirindo condicionamento físico suficiente para encarar desafios mais longos e exigentes como o que fizemos na manhã do dia seguinte, dia 24/10/2010, em que pedalamos por 53km do centro de Pelotas até a pedreira do Silveira, no Cerro das Almas (Capão do Leão) e retornamos.

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A emoção do Sassá e do Fabrício ao encarar as imponentes subidas e desfrutar de uma das mais belas vistas da região era notável. O que foi elevado à potência 10, fazendo seus nervos ficarem à flor da pele, quando descemos as “single traks" (trilhas onde só é possível a passagem de uma bike por vez) e despencaram na estrada do morro que havíamos “escalado” e na estrada que dá acesso à BR 293 a 60km/h.








Que esta nossa empreitada sirva de incentivo para que o restante do grupo venha a buscar maior condicionamento físico e possa aproveitar um final de semana lindo como foi este último de forma saudável e inesquecível. Minha satisfação ao ouvir do Sassá que “foi a coisa mais legal que já fiz na vida” foi a melhor recompensa deste passeio.

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Participe destas emoções do PEDAL CURTICEIRA, receba nossas informações por email e interaja com este grupo enviando sua solicitação de cadastramento para o endereço leandro.karam@gmail.com.





Tenha uma vida saudável, seja alegre e viva as melhores emoções que o convívio em meio a natureza possa te proporcionar.


JUNTE-SE A NÓS!!!

Um forte abraço!!!

Leandro Karam



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PEDAL CURTICEIRA – 19/10/2010 – O RELATO

O terceiro encontro do PEDAL CURTICEIRA que ocorreu dia 19/10/2010 contou com a presença de 13 abençoados “pedalantes” que percorreram por ruas e avenidas de Pelotas a distância de 22,9km em um ritmo voltado para ciclistas iniciantes (média de 12,5km/h) durante 1 hora e 50 minutos de pura descontração.








O percurso foi intercalado por paradas para alguns ajustes nas bikes e também para reagrupar o pessoal e poder atravessar cruzamentos em que havia maior trânsito de veículos, solicitando sempre a gentileza dos motoristas para que todos pudessem atravessar em segurança.





Antes de iniciar o passeio sempre são feitas recomendações de segurança, como o uso de capacete, sinalizadores, faróis, bem como o esclarecimento do roteiro que sempre é divulgado no texto acima da última postagem deste blog. Importante que nossos companheiros façam cada vez mais o uso destes equipamentos de proteção nos próximos pedais.



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Destaques do pedal desta terça feira foram os seguintes:


- A presença de 6 novos integrantes do grupo que puderam sentir um pouco do espírito do PEDAL CURTICEIRA;

- O “pacote inaugural” de um membro do grupo. Parabéns Jaque por ser a primeira ciclista a experimentar o sabor da terra ao desfrutar do desabor da primeira queda. Felizmente, as conseqüências da força da gravidade não apresentaram nenhuma gravidade;



- Foi divulgada a festa de inauguração oficial do GRUPO PEDAL CURTICEIRA para o dia 13/novembro, ocasião em que se farão presentes alguns membros do PEDAL CONTINENTE, grupo de ciclistas da Grande Florianópolis que tive o prazer de ser um dos fundadores e estarão abertas as encomendas das camisetas de ciclismo personalizadas do PEDAL CURTICEIRA e seus patrocinadores.


- Por último, destacamos a presença do ator global "Luciano Szafir" no PEDAL CURTICEIRA, "as meninas deliravam";



Muitas surpresas estão por vir, galera. Não fique em casa ouvindo os pêlos crescerem enquanto poderia estar se divertindo com a gente, fazendo exercício, divulgando o uso da bicicleta como meio de transporte, de qualidade de vida além de conhecer novos lugares e fazer boas amizades.



A CURTICEIRA está recém começando!!! Te “aproxega” que serás bem recebido!!!



Um forte abraço,



Leandro Karam

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PRIMEIRO "PEDAL CURTICEIRA" DE SÁBADO - ROTA DAS CHARQUEADAS

Galera!!!

Neste último sábado (16/10/2010) o grupo PEDAL CURTICEIRA realizou seu primeiro pedal extra de sábado e 3º encontro do grupo. Com a presença de 7 novos integrantes, somamos o total de 12 ciclistas para fazer um passeio de apelo histórico.

Inicialmente, a idéia do grupo seria de rodar até o Laranjal, dar uma “curtida” na praia e retornar. Porém, novas propostas foram anunciadas pelos integrantes, o que culminou em um pedal de apelo histórico pela Rota das Charqueadas. Foi um pouco mais exigente do que os já tradicionais pedais das terças-feiras, que é direcionado para as pessoas que estão iniciando sua prática ciclística e, lá, encontram apoio e estímulo de toda a “família curticeira”. É extremamente recompensador perceber a superação de cada um dos membros e o apoio daqueles mais experientes através de palavras de incentivo, instruções técnicas sobre mudanças de marchas, posicionamento adequado e até mesmo aquele empurrãozinho salvador nos momentos mais críticos.

Ao total percorremos a distância de 28km intercalado de algumas paradas. A média de velocidade foi bem tranqüila, registrada em 12,8km/h durante o tempo total de 2 horas e 15 minutos.

O auto astral e clima de descontração é o que mais caracteriza o PEDAL CURTICEIRA que, em razão da grande atratividade com que tem chegado ao conhecimento do público geral, faz com que o grupo, em muito pouco tempo, já tenha crescido consideravelmente e esteja formando ótimos laços de amizade e companheirismo.

Em razão deste aumento de participantes, em breve divulgaremos outro dia da semana no qual os ciclistas que estejam em um nível mais avançado de condicionamento físico também possam colocar sua resistência à prova em pedais mais longos e intensos por toda a nossa região.

Comunicamos então que, além do pedal leve das terças feiras, outro grupo sairá aos sábados para este mesmo ritual de integração, saúde e bem-estar.

Aqui estão alguns dos registros feitos durante a nossa pedalada de sábado:



















Para os interessados em integrar o PEDAL CURTICEIRA, basta enviar um email solicitando o cadastramento em nosso grupo de discussão para leandro.karam@gmail.com e interagir conosco.

Comunicamos também que o grupo está buscando empresas parceiras deste projeto que, em breve, serão oficialmente anunciadas. Eventos de integração dos "curticeiros" já estão sendo programados e tudo indica que tem muita aventura pela frente. A estação é a primavera mas o horário já é de verão. Então está mais do que na hora de tirar tua bike da garagem, convidar teus amigos e “mexer o esqueleto” !!!

Comunicamos também que está aberta a temporada de sugestão de idéias para a logomarca do grupo para posterior confecção de nossa camiseta oficial de ciclista. Crie uma logomarca e a envie para o email leandro.karam@gmail.com. A escolha será feita em votação no nosso próprio grupo de discussão. Portanto, cadastre-se já e curta conosco!!!

Istoposto, vos convido para a 3ª adição do nosso pedal de terça-feira cujos informes estão acima deste post, no início deste blog.

Te esperamos lá!!!

Um forte abraço!!!

Leandro Karam

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PEDAL DA CURTICEIRA TE CONVOCA

Saudações ciclísticas a todos. É com imensa alegria que lhes convido para o terceiro “PEDAL DA CURTICEIRA” a ser realizado na próxima terça-feira, dia 19/10/2010. Tudo promete que este iniciante e promissor grupo ainda ocupará as ruas da cidade e, em breve, seremos dezenas de almas iluminadas a rodar pelas ruas de nossa Princesa do Sul e arredores. O roteiro será divulgado neste blog na véspera, dia 18/10. Fique ligado!!!






O último encontro (12/10/2010) foi marcado por 19,2km de muita diversão e alto astral durante uma hora e vinte e três minutos ininterruptos de pedal em um ritmo totalmente tranqüilo, apropriado para ciclistas iniciantes que desejam se condicionar física e espiritualmente para futuros pedais mais exigentes em quilometragem. Agradeço a presença dos 5 novos integrantes que demonstraram de várias formas a satisfação em perceber o quanto é bom poder sair às ruas em boa companhia e poder apreciar a noite e sua atmosfera de forma mais segura.





O verão está chegando e nossa colônia nos espera com suas cachoeiras e lugares convidativos para muitas curtidas entre amigos. Vai te preparando e nos acompanhe nos próximos pedais. Convide seus amigos e vamos “engrossar esse caldo”!!!

Para acompanhar a programação e interagir com os membros já cadastrados, trocar idéias e receber informes relacionados com os diversos usos da bicicleta, envie sua solicitação de cadastramento no GRUPO PEDAL CURTICEIRA para leandro.karam@gmail.com. Não é necessário se matricular, pagar taxas, preencher formulários, ou marcar entrevista. Basta pegar tua magrela, teu bom humor e espírito de convivência em grupo e se integrar.


2ª CURTICEIRA (12/10/2010)

Um forte e sincero abraço.


Leandro Karam

sábado, 9 de outubro de 2010

Cicloviagem Pelotas – Santana da Boa Vista – “O RETORNO”



Bueno...

Como estava a lhes relatar... Fomos recebidos pelo anfitrião “Pingo” que nos conduziu a sua casa para deixarmos as bikes antes de sairmos com ele para um tour pela cidade, principalmente por aquela que é uma das principais atrações turísticas local, a famosa “Toca da Tigra”, onde se deu o início da história do município de Santana da Boa Vista e guarda uma impressionante lição de fé e devoção.

Um medicinal e reparador banho após a viagem em conjunto com a mesa posta para um belo e completo café resulta em novo fôlego para continuar nosso passeio a, até então, desconhecida Santana da Boa Vista (SBV).

Santana e a "Boa Vista".

Pingo nos levou gentilmente ao Parque Municipal da Toca da Tigra e como um bom santanense por natureza, nos relatou esta história que aqui compartilho com vocês.
Resumidamente, tudo começou quando Jacinto Inácio da Silva, de origem açoriana, por volta de 1819, ao passar por uma gruta se deparou com um animal no qual se referiu como “tigra”. Porém, de acordo com a bioregião em questão, é de maior probabilidade que se tratasse de uma onça ou de um leão-baio (também chamado de onça-parda). O felino teria desferido um ataque ao homem que vinha acompanhado de seu cachorro. Repleto de astúcia, destreza e bravura, Jacinto teria usado uma árvore como obstáculo ao ataque da onça e por alguns minutos teriam os dois “mamíferos” feito uma espécie de dança ao redor do vegetal durante a perseguição. Ao longo de turbulentos minutos de tensão e medo da morte, o aventureiro em uma prece silenciosa invocou a proteção de Santa Ana, apelando sua salvação e prometendo a si mesmo que, se triunfasse perante aquele derradeiro momento, doaria uma porção de terras onde faria uma capela para a santa.

A toca.

A "tigra".

Em um lampejo de companheirismo, seu fiel cão conseguiu atrair por instantes a atenção da onça. Tempo que Jacinto teve de, com seu punhal, atingir por trás o grande bichano e contornado a situação de “quase-morte”, realizando então aquilo que seria praticamente um milagre.

Ali foi construída uma capela onde, ao seu redor, se instalou o povoado de “Santa Ana da Boa Vista”, área originalmente chamada de “Faxinal”, ainda pertencente a cidade de Caçapava do Sul e, desde o dia 1º de novembro de 1821, torna-se o emancipado município de Sant’ana da Boa Vista.


A capela.


Atravessar essa ponte balança os sentidos.

Pedalar é muito mais do que andar de bicicleta.

Em meio a relatos históricos e apresentação dos estabelecimentos do parque podemos conhecer e nos envolver um pouco mais com a cidade, mas tudo isso nos deixara com uma fome de “leões-baios”.

A partir daí teríamos a última missão do dia que era passar no mercado e comprar aquilo que nos faria sentir um prazer quase que sexual naquele final de sábado, “comida”.

Como bons atletas, qual seria o melhor cardápio? Exatamente!!! Uma bela de uma macarronada. Pingo segura um pacote de massa e pergunta se ta bom. Respondo: pra mim é o suficiente, e pra vocês?!? Percebendo a malícia do comentário, assegura-se da suficiência e lança mão de mais dois pacotes. Satisfeito com a atitude, parabenizo-o pela sua perspicácia.

Hora de tomar uma cervejinha pra relaxar, contar um pouco de causos e dar seqüência ao ritual da reposição energética.

Horas depois, já meio que batendo aquela tristeza boa, me preparo pra ir ao encontro dos “pelêgo”. Já sonhando acordado com o travesseiro, Vinícius me convida pra acompanhar a filha do Pingo, Nicole, em uma festa que teria na cidade. Caso não estivesse às vésperas de me tornar um balzaquiano, tivesse a mesma disposição de vinte e um anos do meu companheiro, o teria acompanhado. Mas a esta altura da vida, me interessava mais em repousar e me recuperar para a empreitada do dia seguinte, nosso retorno, que começaria bem cedo e seria provavelmente mais árduo do que fora a ida.

Não lembro exatamente o que houve depois de entrar no quarto. Lembro apenas de acordar domingo na mesma posição que tinha “despencado” na cama na noite anterior e minha cabeça já começava a imaginar muito asfalto pela frente antes mesmo de eu abrir os olhos.

Rose, a esposa de pingo, já havia levantado da cama e feito os primeiros movimentos da casa. Vinícius também já se apresentava animado e me contava um pouco de suas peripécias noturnas em SBV. Haja disposição!!!

Tomamos um cafezão bem reforçado, nos fardamos para a viagem de volta, acordamos o Pingo para a “despedida oficial” e nos tocamos do centro de SBV exatamente as 8:30 da manhã.

A despedida.

O complemento humano.

Ainda não tinha realizado em minha mente o fato de que teríamos todos aqueles quilômetros pela frente mais uma vez e meus joelhos mal haviam repousado e já estavam sendo exigidos. Confesso que nos primeiros 20 ou 30km na volta minhas emoções e sentimentos se embaralhavam entre satisfação e angústia.


Mas nada melhor do que um quilômetro após o outro. Nestas horas a gente percebe o quanto o companheirismo é importante e acolhedor. Conversando com meu companheiro de viagem e comigo mesmo apreciava cada paisagem daquela estrada, percebia a imensidão solitária e terna daqueles campos infinitos em meio a morros que se perdiam no horizonte.

Quando a gente sabe o tamanho do desafio e percebe a sua grandeza se torna necessário reorganizar as estratégias. A minha forma de encarar o grande inimigo de quase 150km era dividí-lo em partes e transformar aquela grande guerra em pequenas batalhas e vivenciá-las uma a uma, saboreando cada etapa desta evolução.

Em minha mente, Canguçu era o destino final. Visto que de lá até Pelotas nos eram reservadas mais descidas do que subidas. No entanto, do Rio Camaquã até Canguçu seria uma longa, lenta e discreta subida de algo em torno de 60 a 70km e, de lá à Pelotas cairíamos vertiginosamente.

Como toda “indiada” que se faz nos reserva surpresas. A nossa, naquele momento, foi perceber que o vento estava vindo do leste, soprava forte e nos atingia meio de lado de forma um pouco desconfortável. Até aí estava tudo em quase plena harmonia até virar de vez e soprar diretamente do sul, nos batendo, agora sim, “no meio da cara”. Que animadora constatação!!!

Entre ventos e pensamentos, pedalamos muito tempo em silêncio e quase que sem fazer paradas. Queríamos mesmo era chegar de uma vez em casa. A brincadeira já não tinha mais a mesma graça e o cenário era o mesmo do dia anterior. Remédio? Mente quieta e coração tranqüilo!!! "O que não tem remédio, remediado está."

Finalmente chegávamos a Canguçu com ar de triunfo e uma fome do tamanho dos quilômetros que deixamos para trás. Parada no “Alemão”, torrada completa, um litrinho de coca-cola, um mico de “astronauta” no restaurante lotado e “bora rumo às casa”.

Última parada: Canguçu.

Quem já saiu a “camperear” à cavalo entende o que vou dizer. Depois de percorrer milhas e milhas, desgastar muito e mais um pouco, estar com um palmo de língua pra fora... quando se percebe que ta chegando nos pagos de origem, o bicho tira energia sei lá de onde e imprime um ritmo mais intenso do que o que manteve em todo o percurso.

Passando o pedágio de Canguçu já me sentia praticamente em casa. Descidas e mais descidas velozes e subidas em que me “atracava” com toda a “alma castelhana”.

Berga's stop.

Chegando ao trevo de acesso à Pelotas fomos recepcionados por um engarrafamento quilométrico em razão do asfaltamento de um trecho da estrada. “Costuramos” todos os carros e pedalamos até a Avenida Duque de Caxias onde, na altura do IF-SUL, me despedi do Vinícius que transcendia em sua expressão o sentimento de vitória, de conquista e superação.

Como já mencionou Lance Armstrong, os “desafios são temporários”, porém quando os encaramos com persistência e firmeza no pensar e conseguimos chegar até o final a recompensa é fenomenal e o aprendizado é eterno. Querer, planejar, executar e vencer!!! Depois disso é só se esbaldar com as memórias, rir das dificuldades superadas e dos episódios atípicos e buscar passar adiante esta idéia-força!!!

Agradeço ao Vinícius pelo companheirismo e ao vereador Pingo e sua família pela hospitalidade. Todos se mostraram grandes amigos. Agradeço acima de tudo a Deus por me fazer concluir este desafio. Só mesmo estando lá para saber a que me refiro.



Um grande abraço e até a próxima aventura. Ou quem sabe desventura?!?



Que o “grande mistério” o decida!!!



Leandro Karam